“Mãe é como árvore, já repararam?
É acolhedora, tranqüila, segura, presa firmemente
Ao solo, ao mesmo tempo em que espalha, aos quatro
ventos,
A galharia fresca, a copa verdejante
Mãe é repouso e sossego
Quando a gente está cansada, ou triste, ou desiludida,
Ou desanimada, ela nos reconforta cobrindo-nos com a sua
sombra
E o farfalhar de suas folhas
O mundo é uma floresta de mães
Mães novas e mães velhas
Mães magras e mães gordas
Mães enrodilhadas de tanto sofrer
Mães na pujança da seiva e do vigor
Floresta enorme, bem trançadinha de mil segredos,
Com riachos, com lagoas, pirilampos,
Rouxinóis, pardais e sabiás
Floresta de mães, trançada com os mil segredos
De ternura e do bem-querer
A mãe quando morre é uma árvore que tomba.
É uma clareira que se abre.
Clareira batida de sol, de vento, de tempestade,
De mil medos e temores que inquietam o coração do filho
Vida de filho sem mãe é solidão e isolamento
É saudade doída daquela árvore tão verde,
Tão copada, tão fresca
É vida sozinha
Na floresta vazia!...”
Nazira Féres Abi-Sáber